Recostar-me na otomana de ébano na solidão do meu quarto pentagonal, e deixar que o ano de 2009 d.C. me vá entrando lentamente, suavemente pelas narinas como um sono, enquanto os meus olhos sorvem as hábeis palavras de Marcel Proust, e os meus lábios aquecem sob um resquício de brandy que bebo do velho cálice rachado. De madrugada, tocarei alaúde para o asfódelo que me cresce na janela, e olharei a luz que brota do horizonte com a mesma desesperança de sempre.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
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